28 de mar de 2012

Pele 

Era você a minha pele
Esse sorrir às costas nuas enquanto se despia
Essa pintura em preto e branco na noite muda
Era eu o seu sorriso
Era você que me despia
Essa veste riscada curtida crua
Era por tudo um aviso
Era o anoitecer a nossa vida
Essa pelos bares becos ruas
Era eu
Era você
Era a sua pele que me vestia
Era o seu suor a sua água
Era o furor com que eu me penetrava de você
Era mais mais que uma mágoa
Era o amor
Era eu a ver que de repente você dormia
Era o amor o cansaço
Esse de nós dois
Esse abraço
Era você a minha pele
Era quem partia 

(Diogo Borges)


Poema extraído do meu livro Poemas de um Amor Partido

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